25 de abril – Exposição

O grupo de História, com a colaboração da Biblioteca Escolar, organizou uma exposição alusiva ao 25 de abril, com diversos trabalhos realizados pelos alunos, entre outra informação, a fim de comemorar esta data. No dia 22 de abril, foram distribuídos cravos pela comunidade escolar.

Sophia, canta a liberdade

O mote para a exposição, do ano de 2016, ano em que se celebra 40 anos do documento fundamental de qualquer nação – a Constituição -, sobre a celebração do dia da LIBERDADE foi a visita de Sophia de Mello Breyner Andersen.

São diferentes painéis organizados de forma cronológica que mostram as vivências da autora e, um pouco, da sua participação política na construção de uma pátria de Abril em que a liberdade de se expressar e circular e se manifestar passaram a ser regra não exceção. Completa-se a informação com elementos documentais sobre o dia 25 de abril, capas de jornais diários, fotografias de murais com os motes que resultaram após o 25 de abril – liberdade, partidos, reforma política -, fotografias do dia em que se vê militares misturados com a população, sobretudo à frente do quartel do Carmo e imediações, em Lisboa. Quartel  onde se refugiou Marcello Caetano e o capitão de abril Salgueiro Maia negociou a sua rendição e fuga para o exílio, terminando desta forma com o regime do Estado Novo liderado, em quase toda a sua duração, por António de Oliveira Salazar.

Clica nos link’s para Saber +

Recolha da informação:

Sophia de Mello Breyner Andersen

Fotografias da revolução e murais

Capas de jornais

25 de abril

Para comemorar o dia 25 de abril, conhecido como o Dia da Liberdade em Portugal e o dia da Revolução dos Cravos, sendo um feriado nacional onde se recorda a importância da liberdade no país, a BE do centro escolar vestiu-se com as cores nacionais e perfumou-se com os cravos.

Os alunos assistiram à leitura do conto “Romance do 25 de abril” de  João Pedro Mésseder, e à visualização de um vídeo sobre esta data, que podemos encontrar em Ensina RTP.

 

Comemoração do 25 de abril

Ao longo da semana, o grupo de História, com a colaboração da Biblioteca Escolar, foi organizando uma exposição alusiva ao 25 de abril, com diversos trabalhos realizados pelos alunos, entre outra informação. No dia 24 de abril, foram distribuídos cravos pela comunidade escolar. Na sala dos professores e na Biblioteca Escolar, alunas da turma 11ºG, interpretaram “E depois do Adeus”, do Paulo de Carvalho, enriquecendo a comemoração desta data.

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Aprender, Viver e Recordar o 25 de abril com a BE

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 O 25 de abril para os mais jovens poderá ser apenas mais um feriado e um dia sem aulas, mas para aqueles que têm 40 anos ou mais e viveram entre o Estado Novo e a Democracia é uma data marcante e que celebra a LIBERDADE por oposição à censura e perseguição de pessoas com ideias diferentes da do regime ditatorial que representou o Estado Novo.

Para os mais jovens não deixarem que a censura e a perseguição às ideias regresse é conveniente inteirarem-se da história mais próxima de nós.  Assim, a Hemeroteca Digital de Lisboa criou um DOSSIER DIGITAL designado – 25 de abril, 40 anos: A Revolução na imprensa da época. O que encontramos? Jornais, revistas, livros, música e televisão. O jornal Expresso destaca na sua edição de 25 de abril o DOSSIER DIGITAL  Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura, recordando elementos fundamentais da revolução dos cravos. E mais um DOSSIER DIGITAL sobre o 25 de abril, desta vez do jornal Público.

Na biblioteca escolar podes ver uma exposição sobre o cartazes que marcaram a data da liberdade em Portugal, murais de abril e o livro “Bichos de Abril” de Carlos Pinhão, Caminho, 1977.

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Aspeto geral da área de exposição.

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Os cartazes e os murais de abril.

ELEFANTE DE ABRIL

A Revolução
teve uma flor
o cravo.
Não teve um animal
e, como tal,
proponho o elefante
tão paciente e sofredor
durante tanto ano
mas quando a paciência se esgotou foi coisa de se ver

violento
eficaz
empolgante. Depois, voltou a ser lento

bom rapaz
algo distante.
Mas, atenção
nunca se viu morrer um elefante!

Carlos Pinhão, Bichos de Abril, Editorial Caminho, Lisboa, 1977.

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CROCODILO DE TRAZER POR CASA

Aquilo
do crocodilo
era uma mania
que Madame vestia.

Tinha crocodilo para todo o serviço – sapato de crocodilo
– mala de crocodilo
– aplicações de crocodilo

no casaco e no chapéu.
O crocodilo era todo seu.
Ao quilo.
E não se ficou por aqui
digo eu que vi
Madame Reaça
cheia de graça
tirar um frasco da mala
e pôr pinguinhos nos olhos enquanto explicava
aos circunstantes
reverentes
que não usava óculos
(isso era dantes)
usava lentes.
Só que, no Verão
não via bem secava-se-lhe a vista e, de aí, o expediente
do frasco lacrimal.

Conclusão a tirar: eram de crocodilo as lágrimas também.

Carlos Pinhão, Bichos de Abril, Editorial Caminho, Lisboa, 1977.