Kamishibais… e outros que tais (Projeto Leituras d’Oriente e d’Ocidente)

No dia 27 de abril, na Escola Básica de Alpendorada, realizou-se uma feira de turismo, na qual mostraram-se diferentes rotas turísticas que ligam o Ocidente ao Oriente. A mostra turística esteve inserida na Semana Cultural e constituiu o culminar do projeto Leituras d’Oriente e d’Ocidente, promovido pelo Plano Nacional de Leitura e pelo Museu Fundação do Oriente, em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares. Este foi o segundo ano em que o Agrupamento de Escolas de Alpendorada participou no projeto designado por “Kamishibais… e outros que tais!”: no ano anterior participaram a Escola Secundária e o Centro Escolar de Vila Boa do Bispo; no presente ano letivo, deu-se continuidade com a Escola Secundária e a Escola Básica. Participaram as turmas do Curso Profissional de Turismo, 10º e 11º TUR e as turmas do 5º B e 8º A, sob a orientação dos professores Maria Águeda Névoa e Filomena Costa; Adriana Sousa e Carlos Matias, respetivamente.

Porquê o projecto de leituras d’Oriente e d’Ocidente?

Biblioteca da Escola Básica de Alpendorada, com os alunos do 8º A

Portugal abriu mundos ao Mundo e realizou, de forma incipiente, no séc. XV e XVI, aquilo que hoje designamos globalização. Tornamos o Mundo mais pequeno onde as culturas de diferentes povos se deram a conhecer a outras, cada qual contribuindo com a sua característica em diversas áreas: língua, culinária, tecnologia, arte, comércio…

Portugal, nos séculos dos descobrimentos marítimos, séc. XV e XVI, dominou e respeitou, de forma admirável, quase sempre, as diferenças culturais entre os povos. Por estas razões importa conhecer o que une o Oriente e o Ocidente e o melhor sítio para o conseguir é no museu – Museu Fundação do Oriente. Em fevereiro, uma parte dos alunos envolvidos no projeto visitaram a coleção do museu. Entre as diferentes opiniões e visões sobre a visita, a Ana Raquel Soares referiu que aprendeu “coisas novas sobre a China, o Japão e a Índia, por exemplo, sobre os seus trajes e costumes, as suas atividades do dia-a-dia e os objetos que utilizavam”. Já o Gonçalo Mota considera que a visita ao museu foi bastante interessante, “porque descobrimos maneiras diferentes de decorar datas relacionadas com os descobrimentos; falámos sobre a China e a porcelana, o Japão e os samurais, as armaduras, a Índia e as especiarias e a religião. A Mariana Correia refere que a visita permitiu “aprender sobre países que têm uma cultura interessante e uma forma de pensar muito diferente de nós”, portugueses e ocidentais.

“Na visita de estudo ao Museu Fundação do Oriente aprendi diversas coisas que não fazia a mínima ideia que existia, principalmente os trajes das diferentes populações, as diferentes atividades que exercia, e dos objetos que havia naquela altura, como por exemplo, a porcelana azul e branca, é a opinião da Bruna Duarte. Com algumas “peças de porcelana descobri que só havia três garrafas da dinastia Ming no Mundo e que uma delas se encontrava no Porto. O guia ensinou-nos a distinguir a porcelana falsa da verdadeira”, referiu o Francisco Moreira. Os outros objetos que agradaram aos alunos foram as casas, as roupas dos samurais (armaduras), as suas espadas e as roupas festivas dos chineses e japoneses que Luís Monteiro apelidou de bizarras, bem como algumas das suas tradições. O Hugo Vieira destaca igualmente as roupas “muito longas que usavam, o que queria dizer que não faziam nada”, pois eram os mais ricos a usá-las; já “os pobres usavam trajes justos e pequenos”.

A lenda de Timor, filme de animação elaborado com a turma do 5º B, a partir do minuto 4’50” temos imagens de Timor.

Por fim, a opinião da Sofia Bouça que resume todas as restantes: “Eu gostei da visita de estudo ao Museu do Oriente porque lá aprendi muitas coisas sobre a cultura geral e, também, vários conhecimentos de outros países como a China, Macau, e Japão em áreas como a religião, guerras e costumes. Também relacionamos estes acontecimentos com Portugal e observámos muitos artefactos como louças, espadas de samurai, porcelana e armaduras, entre outros. Isto tudo combinado fez com que conseguíssemos aprender novos conhecimentos.”

Animação da Leitura

A leitura deve ser vista como uma capacidade indispensável e necessária à vida sociocultural que deve ser construída e fundamentada em práticas específicas estruturadas com base no currículo dos alunos e no desenvolvimento do trabalho colaborativo entre as diferentes disciplinas e a Biblioteca Escolar.

Assim sendo, várias foram as animações de leitura promovidas junto dos alunos do JI e 1º ciclo, ao longo do ano letivo, por forma a contribuir para construção integral da vida do aluno em sociedade e para o exercício da cidadania e desenvolver, consequentemente, os seus hábitos de leitura.

Continuem a ler e a crescer!

Quero a minha cabeça

uma história entre o NÃO e o SIM. O NÃO constante faz-nos perder a cabeça, para a reencontrar temos de dizer SIM.

Trata-se de uma história de António Jorge Gonçalves que se contou e ilustrou. O resultado encontra-se abaixo na galeria. É uma forma agradável de encerrar a atividade de animação da leitura juntos dos mais pequenos do Pré-Escolar.

Aprender com a Biblioteca Escolar 2017

Aprender com a Biblioteca Escolar é um programa da RBE que possui um referencial de estratégias e de atividades destinadas aos diferentes níveis de ensino e que visam dinamizar aprendizagens curriculares de forma diversificada e diferente da aula tradicional. Este programa assenta em quatro pilares: leitura, média e informação, procurando-se desenvolver o trabalho colaborativo entre a Biblioteca Escolar e os docentes de diversas disciplinas. Esta prática já vem sendo recorrente nos últimos anos e, este ano letivo, a Biblioteca Escolar da Escola Secundária implementou este tipo de trabalho com a disciplina de Inglês das turmas dos Cursos Profissionais de Técnico de Turismo e Técnico de Ação Social do 11º ano. Assim sendo, os alunos desenvolveram trabalhos  subordinados ao tema “Environment”, recorrendo à ferramenta moviemaker. Os alunos revelaram empenho e dedicação e produziram vídeos criativos sobre o tema. Ficam aqui alguns exemplos.